21/02/2019 Marcos Arthur

Existo, logo aprendo – Parte 5: Upskilling

Como aquecimento para nossa participação no SXSW EDU 2019, vamos compartilhar ao longo dos próximos dias alguns dos aprendizados da edição passada.

Nessa série, Marcos Arthur fala sobre as várias vertentes da aprendizagem. Se quiser, veja antes:

Parte 1 – Existo, logo aprendo

Parte 2 – Aprendizagem baseada em…

Parte 3 – Omni disciplina

Parte 4 – Aprendizagem Informal


Um processo que pode começar de maneira informal e partir para uma aprendizagem formal é o aprimoramento de habilidades normalmente exigido para evoluir na carreira profissional. Essa exigência pode vir do próprio aprendiz, que pode ter motivações que vão desde fazer um trabalho melhor (realização pessoal) até ocupar cargos mais altos; ou da empresa onde ele trabalha, que pode ter requisitos para aumentos de remuneração e/ou promoções, ou mesmo para a permanência de um determinado colaborador em uma função (manutenção do emprego). No caso da empresa, podemos destacar, ainda, a necessidade de inovar e/ou de se manter relevante no mercado por meio do reconhecimento de suas competências – que vêm, essencialmente, da força de trabalho.

Em ambos os casos, para que esse aprimoramento aconteça, é necessário o engajamento daquele que aprende, embora aqui não estejamos falando em aprendizagem centrada no indivíduo – o que resulta em um processo diferente de motivação e apropriação do conhecimento.

Naturalmente, se o aprendiz deseja algo relacionado à organização em que atua, estará muito mais engajado do que na situação inversa (quando a organização deseja algo dele). Isso explica porque, muitas vezes, os colaboradores não têm interesse nos treinamentos e cursos oferecidos ou pagos pela empresa, fazendo-os apenas por obrigação e tirando pouco proveito do aprendizado que poderia ter sido proporcionado. Assim, cabe à organização encontrar os fatores que motivam o colaborador a aprender, para que atue de modo a engajá-lo no processo.

A aprendizagem on the job (durante as atividades profissionais) costuma cumprir bem essa função, já que coloca o indivíduo no centro novamente (na prática, acaba sendo uma aprendizagem baseada em problema, projeto, etc.). Como nem tudo pode ser aprendido somente durante o trabalho, sobretudo quando se fala em aprimoramento de habilidades, algumas empresas estão buscando soluções alternativas – é o caso da Boeing, que trouxe o MIT para “dentro de casa” em uma parceria para treinar seus engenheiros de sistemas.

Veja também:

Parte 6 – Lifelong Learning

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