08/10/2014 Felipe Menhem

Qual é o melhor ambiente para aprendizagem?

Você, que está chegando agora, saiba que o Quartz é uma referência muito apreciada por este que vos escreve, e, na busca por uma determinada história no site, me deparei com esta, que tem um título ligeiramente petulante: “How to create the perfect environment to boost creativity”.

A matéria trata do escritor americano F. Scott Fitzgerald e do ambiente que ele criou em La Paix, em Baltimore, durante o período em que Zelda, sua esposa, tratava sua esquizofrenia em uma clínica local.

Enquanto, em La Paix, Fitzgerald trabalhava em um quarto escuro e bagunçado, com uma garrafa de gim sobre uma cômoda próxima, ele realizava pequenas caminhadas e voltava para fazer anotações à mão nos blocos que ficavam espalhados em sua mesa.

A discussão avança para um ponto interessante: ambientes com pouca luz e silenciosos podem ser – pasmem! – estimulantes para a nossa criatividade, e um pouco de álcool pode acelerar a solução de problemas e as tomadas de decisões. Curioso, não?

Claro, não é uma regra, mas me fez pensar naquela velha história da diversidade cultural e criativa das pessoas. Se algumas funcionam perfeitamente em um ambiente de profundo silêncio, outras desempenham melhor com um pequeno burburinho a seu redor. Já percebi que, eventualmente, rendo mais quando trabalho em um café, ou em algum ambiente onde pessoas conversam moderadamente à minha volta. Isso não significa que quero ser incomodado, mas a sensação de ter alguém por perto me ajuda.

Em tempos de coworking, trabalho remoto e “salas de descompressão” nas empresas, imagino que o grande desafio das organizações seja entender que as pessoas não precisam necessariamente estar em suas mesas – ou até dividindo um mesmo espaço – para serem produtivas.

Quando levamos isso para a questão da aprendizagem, é seguro dizer que as organizações tentam entender a diversidade de formas, locais e ambientes de aprendizagem. Nem sempre aquele espaço já estabelecido é o melhor e mais eficaz. Alguns podem aprender melhor indo ou voltando para casa, ou no café ou no bar. Entender essas peculiaridades pode ser fundamental para garantir uma solução de aprendizagem de sucesso.

Vamos falar sobre isso nas próximas semanas.

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