E como faço esse tal network?

01/03/2018
Posted in SXSW 2018
01/03/2018 Felipe Menhem

E como faço esse tal network?

Confesso, esse não foi um post fácil de escrever. Nunca me achei bom de network, sempre me sentia um pouco deslocado em eventos com várias pessoas desconhecidas. E, bem, não preciso dizer como foi esquisito chegar no SXSW pela primeira vez, correto? Especialmente em um local onde conhecer pessoas é um componente super importante. Mas, sobrevivi e nesse post eu vou te contar como. Prometo que vai ser rápido.

Quando falamos de se misturar e fazer network, imagino que diversos eventos devam seguir a mesma tônica do SXSW. Centenas de pessoas num mesmo ambiente, algumas acompanhadas de amigos e colegas de trabalho, outros sozinhos, mas que se deslocaram até ali para o mesmo objetivo: aprender coisas e trocar experiências. E você precisa conversar com as pessoas para atingir essa meta. Como? Atuando em duas frentes.

Postura

Pequena história: Em 2016, cheguei super tímido ao primeiro happy hour oficial do SXSW EDU. Tentava me esconder atrás da garrafa de cerveja ou me camuflar junto dos banners, tamanho o desconforto. Acho que deu “certo”, porque não conversei com ninguém. Tirei uma lição dali: Não se esconder já ajuda muito. Nos momentos seguintes, comecei a ficar mais solto e as coisas começaram a fluir melhor.

Ou seja, toda hora alguém vem conversar e qualquer local serve para trocar uma ideia, seja num elevador, em uma fila para um painel e especialmente nos happy hours. Nessas conversas, comecei a conhecer projetos legais e pessoas das mais diversas. De bibliotecas para crianças em barbearias de Nova York e projetos de inclusão da IBM usando tecnologia de ponta até o americano filho de mãe baiana que trabalha com edtechs.

Todos estão no mesmo barco ali e é questão de aproveitar.

Seja “cara de pau”

Essa seria a parte “inversa” do primeiro ponto. Os festivais tem uma rede social para conectar os participantes. Comecei a usar e abusar do espaço, identificando pessoas que têm projetos e interesses similares ou podem ser o caminho para um projeto novo. Tendo uma resposta, basta achar um espaço em comum na agenda e marcar um café breve, de uns 20 minutos no máximo. Como todos têm coisa para ver e pessoas para conhecer, não é bom ocupar o seu tempo e o tempo do outro.

Ah, uma última dica. Reserve na sua programação um horário e um local para esses encontros que acontecem ao longo do dia. Para mim, funcionou usar o Centro de Convenções ou o hotel Hilton, do outro lado da rua. Dessa forma, ninguém perdia muito tempo deslocando e todos ficavam felizes.

🙂

 

 

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