Uma ode às narrativas de aprendizagem

28/01/2021 Felipe Menhem

Uma ode às narrativas de aprendizagem

Tive a oportunidade de participar de uma masterclass do John Hagel sobre “narrativa pessoal”. Conheci seu trabalho há pouco tempo, muito pelas referências feitas pelo Conrado Schlochauer. Tem sido uma bela descoberta, porque Hagel tem uma sensibilidade ímpar e uma visão muito aguçada do mundo, muito além do perfil definido como “consultor, empreendedor, autor e palestrante”.

Hagel faz uma diferenciação interessante entre “história” e “narrativa”. Explicando de maneira grosseira, ele fala que as histórias têm começo, meio e fim e são sobre quem escreve ou alguém que essa pessoa conhece.

Já as narrativas são abertas e são motivadas por ação, sobre o que podemos fazer para continuar a construí-la. Definimos uma visão do futuro, mas agimos agora. Ao desenvolver as narrativas, podemos chamar as pessoas para se conectarem com ela. Eu gosto das coisas que não tem começo, meio e fim. Acredito que processos criativos são assim. Muitos dos processos de aprendizagem também.

Por isso, acho que as pessoas poderiam abraçar a ideia de construir uma narrativa da aprendizagem para elas. (Bônus se você ocupar um cargo de liderança)

Esse é o olhar lá na frente, mas com atenção ao que está acontecendo agora.

É fato que 2021 vai acelerar as mudanças começadas no ano passado e por isso vamos precisar continuar respondendo aos novos cenários. A visão de longo prazo é continuar aprendendo, seja novas habilidades ou melhorando as habilidades e conhecimentos existentes. Ao mesmo tempo, precisamos ampliar a nossa capacidade de adaptação ao mundo complexo e ajustar a rota de acordo com as situações.

O mais importante disso tudo é continuar incentivando as pessoas ao nosso redor a entenderem que essa narrativa também podem ser delas. E digo isso por dois motivos: 1) é imperativo que a gente consiga descobrir caminhos para aprender mais rápido, não por medo do futuro e sim pelas oportunidades que podem aparecer. 2) Aprendemos melhor através da ação e com os outros. Ter uma rede de pessoas que podemos contar para aprender e ensinar é o maior dos ativos atualmente.

Como toda narrativa, a aprendizagem não tem um fim. Essa é a parte mais divertida. Isso não significa que todo o processo será legal e gostoso, longe disso. Aprendizagem significa suor, esforço, dar um passo pra trás para dar alguns pra frente.

Mas fica mais fácil com gente do lado!

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