O RH ágil para um mundo complexo

08/07/2021 Felipe Menhem

O RH ágil para um mundo complexo

Outro dia, recebi a indicação dessa entrevista do David Green com Tertia Wiedenhof, líder global do time de People Analytics & Insights do Rabobank. A discussão é bem interessante e traz luz para as questões que discutimos e construímos aqui na 42formas.

A entrevista gira em torno do “novo papel do RH” com a adoção do Ágil e de uma cultura de análise e coleta de dados e informações, ouvindo as pessoas da organização e transformando dados em melhorias.

Alguns pontos me chamaram a atenção.

O desafio que é ouvir as pessoas da organização e transformar esses inputs em dados. É preciso transparência para que eles fiquem disponíveis para toda a organização.

Transformar iniciativas de aprendizagem em mínimos produtos viáveis. Desenhar e prototipar as interações com e para as pessoas, incorporando as sugestões e melhorias em versões futuras.

Esses dois primeiros mostram como é urgente que as áreas de Recursos Humanos e T&D precisam sair de “provedoras” para “habilitadoras”, especialmente quando falamos de aprendizagem. Na parte da escuta, é importante partir de transparência e premissas claras e ouvir as pessoas da organização. Diga o que será feito com esses dados: identificar necessidades e oportunidades de aprendizagem, a percepção de como anda o programa de educação corporativa etc. É importante disponibilizar os dados para a organização num momento futuro.

Além disso, a ideia de transformar iniciativas de aprendizagem em mínimos produtos viáveis é muito legal. Vai de encontro à ideia de começar com metodologias ágeis e squads de pessoas ao invés de treinamentos online e grandes e extensas plataformas de educação. Prototipação, testes e melhorias baseadas em escuta ativa.

Finalmente, para Tertia, a criatividade é a habilidade mais importante para lidar com um mundo cada vez mais complexo.

Criatividade é a capacidade de pensar soluções que as pessoas ainda não haviam pensado.

Há suporte e literatura de sobra para isso: falei disso anos atrás com uma menção ao baterista Benny Greb, que sugere trocar pontos finais por interrogações, ou essa postagem recente (07/07/21) d’O Futuro das Coisas, e a incrível série do Marcos Arthur sobre o como será a aprendizagem no futuro, com um extenso estudo sobre o recente relatório do Fórum Econômico Mundial.

Comunicação, criatividade e resolução de problemas complexos formam um conjunto de habilidades  fundamental para nossos tempos complexos. É bom ver uma instituição do porte do Rabobank entendendo essa emergência e testando soluções para endereçar a situação. Mostra que mais organizações deveriam adotar uma postura semelhante.

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